Domingo, 06.09.09

Nome popular: limão-verde
Nome científico: Citrus aurantifolia Swing var. taiti
Família botânica: Rutaceae
Origem: Asia.


Características da planta

Arvore de porte médio, atingindo 4 m de altura, tronco reto, copa densa e arredondada. Flores com botões avermelhados e pétalas branco-amareladas, reunidas em grupos de 2 a 20 flores.

Fruto

Formato arredondado, com casca lisa ou ligeiramente rugosa, de coloração esverdeada. Polpa esbranquiçada, suculenta, que envolve um líquido translúcido. Sementes ausentes nesta variedade.

Cultivo

Propaga- se por enxertia, preferindo clima e solos semelhantes ao da laranja. A colheita pode ser feita ao longo do ano, dependendo da época de plantio, sendo mais produtivo de abril a setembro.

 

A origem das frutas do gênero Citrus confunde-se, no tempo, com a história do homem. Sabe-se apenas que a maior parte dos frutos cítricos é originária de regiões perdidas entre a Índia e o sudeste do Himalaia, onde se encontram, ainda em estado silvestre, variedades de limeiras, cidreiras, limoeiros, pomeleiras, toranjeiras, laranjeiras amargas ou azedas, laranjeiras doces e de outros frutos ácidos aclimatados ou locais.

 

A sua introdução no continente europeu está envolvida em um emaranhado de datas e fatos. Jorge Sintes Pros afirma que as cidreiras já eram conhecidas pelos romanos antes do início da Era Cristã, e que, por sua vez, a laranja amarga e o limão foram, provavelmente trazidos para as margens do Mediterrâneo quando, um século depois, os romanos descobriram uma comunicação direta entre a Europa e as Índias Orientais, através do Mar Vermelho. A laranjeira doce, segundo o mesmo autor, teria sido introduzida na Europa pelos portugueses apenas no século das grandes descobertas. Alguns autores antecipam essa data para os séculos VII e IX, creditando aos muçulmanos a introdução de todas essas frutas na Europa, no período em que estes ocuparam grandes extensões do continente.

 

O certo é que, na América, os Citrus chegaram no século XVI, juntamente com os europeus conquistadores. Porém, tanto na Europa como na América, foi na segunda metade do século XIX que tomaram impulso o cultivo e a comercialização de suas diferentes variedades.

 

Os limões são frutos de prodigiosas virtudes. Além de fonte poderosa de vitamina C, aos limões a medicina popular atribui vários poderes curativos, entre os quais o de atuar como antibiótico natural e como regulador das taxas de colesterol do organismo.

 

Na culinária, tem inúmeras utilidades, bastando algumas gotas para emprestar seu sabor ao de outros alimentos. Por exemplo: seu sumo é usado como condimento no preparo e no saboreio de peixes, frutos do mar e aves; sua casca, em pedaços ou em raspas, é também condimento aromático ou matéria-prima essencial para doces, compotas, pudins, balas, cremes, recheios, suspiros, caldas, etc.; como quase todas as frutas, os limões podem ser conservados em calda ou em compotas; com seu suco refrigerante, fazem-se refrescos, coquetéis e sorvetes. Enfim, uma lista enorme de delícias.

 

Para finalizar - invenção brasileira, por excelência, e cartão de visita do país - é preciso lembrar que, com o limão, faz-se a famosa "caipirinha", coquetel em que a fruta cortada em pedaços é socada em quantidade suficiente de açúcar branco e misturada, generosamente, à aguardente de cana.

 

No Brasil, é costume dar o nome de limão ao grupo de frutas conhecidas como laranjas azedas, pelos botânicos, e como limas ácidas, pelos horticultores. Pertencem a este grupo tanto o limão-taiti como o limão-galego, que são as variedades mais comumente produzidas e comercializadas no país.

 

Os limões produzidos e consumidos há centenas de anos na Europa - que têm a casca amarela e espessa como, por exemplo, aquele conhecido no Brasil como limão- siciliano - não são facilmente encontrados nas regiões tropicais do globo. Esses limões encontram-se em cultivo, basicamente, em áreas de climas subtropicais, enquanto os anteriores são melhor aclimatados nas regiões tropicais e equatoriais, como é o caso do Brasil.

 

Assim, num exemplo de adaptabilidade cultural, no Brasil, os limões foram, tranqüila e perfeitamente, substituídos pelas laranjas azadas ou limas ácidas - de casca mais fina, lisa e de cor completamente verde - e que passaram a ser também chamadas de limões. Na verdade, ambos têm propriedades e usos semelhantes, na medicina e na culinária, sendo substitutos um do outro.

 

Atualmente o Brasil é um grande produtor do limão- taiti. Trata-se de uma fruta híbrida, cuja origem é desconhecida, e que foi batizada com esse nome porque teria sido levado das ilhas do Tahiti, por volta do ano de 1875, para a Califórnia. No entanto, segundo informações do Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF), a cultura comercial do limão-taiti iniciou-se muito tempo depois, nos anos 50, na Flórida, tendo arrobanhado o mercado norte-americano apenas na década de 80.

 

No Brasil, apesar de existirem referências à sua ocorrência no país já no início do século XIX, sua cultura foi introduzida apenas no final dos anos 60. Dez anos depois, quando as plantações de limão-galego sofreram uma praga dizimadora, a cultura do limão-taiti, finalmente, tomou grande impulso e se desenvolveu.

 

Hoje em dia, encontram-se plantações de limão-taiti altamente produtivas espalhadas pelo país, excetuando-se algumas regiões mais frias do sul, sendo o Estado de São Paulo o principal produtor brasileiro.

 

Praticamente todos os países da América do Sul e Central, além do México e do Estado da Flórida, produzem o limão-taiti. México e Brasil, porém, encabeçam esta lista. Isto ocorre, uma vez que, segundo dados do IBRAF, além do elevado consumo interno dos dois países, onde o limão-taiti é utilizado em substituição total ao limão, parte dessa produção supre mais de 70% das necessidades mundiais de sucos concentrados, bem como de óleos essenciais retirados de sua casca.

 

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muito interessante! Eu uso o limão para dor de gar...
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